Rizoma

Em busca do espaço cotidiano

Em busca do espaço cotidiano acumula uma série de imagens e situações vivenciadas durante o primeiro semestre de 2011, a partir da disciplina “Multimeios e Teoria do Cinema — Análise da narrativa cinematográfica de conteúdo e linguagem da obra autoral”, ministrada por Ernesto Boccara e Elizabeth Zimmermann.







INTERCAMBIANDO

(trabalho apresentado no final do semestre)

“Que pode haver de mais belo que um caminho?
É o símbolo e a imagem da vida ativa e variada.”
George Sand

É com este espírito da vida ativa, circundante e variada que iniciamos este texto, sabendo da completa indiferença do universo para com nossas ações, criações e questionamentos na busca de significados para nossa existência. Nietzsche já dizia: “por maior importância que possa haver em conhecer os verdadeiros motivos que moveram a humanidade até nossos dias, é talvez ainda mais importante para a busca do conhecimento saber quais são aqueles que podem ser acreditados pelos homens, quer dizer, aqueles que sua imaginação pode considerar como alavancas de seus atos”. Assim, atingir nossas “verdades” é impulsionar nossas ações no percurso do universo em constante rotação.

Quando nos deparamos com algo novo, e esse algo nos “toca”, atinge nossos estados conscientes de percepção; surgem em nós as inquietações e os mistérios envolvidos nas relações e emoções estabelecidas com a situação. O resultado desse “embate” nos leva à busca da questão pela qual chegamos a determinado fenômeno, seja a partir de seus fluxos e lapidações, que atingem nossas percepções, seja abrindo-se para novas construções ou desconstruções do pensamento em relação às ideias obtidas.

Para Nietzsche, o mundo que a nós importa é apenas aparente, irreal. Mas o conceito de “verdadeiro, realmente existente” nós apenas o deduzimos a partir do “a-nós-importa”: quanto mais somos atingidos em nossos interesses, tanto mais acreditamos na “realidade” de uma coisa ou de um ente. “Existe” significa: eu me sinto nele como existente.

Este ato de perceber a realidade em nós, assimilada pelo pensamento através de uma conexão de continuidade, um signo que leva a outro signo, manifesta-se inicialmente através do ato de criação. Para Peirce, “um signo, ou representâmen, é algo que, sob certo aspecto ou de algum modo, representa alguma coisa para alguém. Dirige-se a alguém, isto é, cria na mente dessa pessoa um signo equivalente ou talvez um signo melhor desenvolvido”.

Para a construção de um signo é preciso haver descontinuidade dos fenômenos. Assim, extraímos os elementos vitais de sua própria manifestação de um estado consciente para que se movam nas camadas históricas construídas pelo homem, tornando aquilo que potencialmente temos em nós um impulso que nos moverá a seguir nossas jornadas.

Para Deleuze, “os signos são objeto de um aprendizado temporal, não de um saber abstrato. Aprender é, de início, considerar uma matéria, um objeto, um ser, como se emitissem signos a serem decifrados, interpretados”. Assim, toda linguagem, como todo pensamento, é feita de signos, passando por um processo através de uma conexão de continuidade, no qual se relacionam entre si, utilizando-se de meios materiais que atingem nossas percepções.

Nossas experiências dentro dessas dinâmicas de pensamento perpassam por estados alterados de inconsciência, na busca de entendimento e diálogo diante das questões que a vida nos coloca, sejam elas filosóficas, científicas ou artísticas, para que, uma vez formuladas, possam ser dialogadas e comunicadas ao coletivo, acarretando complexas visões de um mesmo fenômeno.

Para Jung, o ser humano tem duas “personas”: uma é a dimensão cotidiana; outra, a dimensão oculta do nosso eu, a qual se manifesta a partir do inconsciente. Para o autor, o inconsciente seria uma espécie de segundo pensamento:

O inconsciente retrata um estado de coisas extremamente fluído: tudo o que sei, mas em que não estou pensando no momento; tudo aquilo de que um dia eu estava consciente, mas de que atualmente estou esquecido; tudo o que meus sentidos percebem, mas minha mente consciente não considera; tudo o que sinto, penso, recordo, desejo e faço involuntariamente e sem prestar atenção; todas as coisas futuras que se formam dentro de mim e somente mais tarde chegarão à consciência; tudo isto são conteúdos do inconsciente.

Assim, o inconsciente condensa princípios vitais do ser, instintos puros, em que o indivíduo imerso, aos poucos, iria, através da “manifestação”, retornando ao estado consciente, utilizando como alavanca a estruturação e elaboração de ideias criadas pela mente, manifestadas através de algum fenômeno. Para Jung:

Dentro da mente estes fenômenos tornam-se acontecimentos psíquicos cuja natureza extrema nos é desconhecida (pois a psique não pode conhecer sua própria substância). Assim, toda experiência contém um número indefinido de fatores desconhecidos, sem considerar o fato de que toda a realidade concreta sempre tem alguns aspectos que ignoramos desde que não conhecemos a natureza extrema da matéria em si. Há, ainda, certos acontecimentos de que não tomamos consciência. Permanecem, por assim dizer, abaixo do limiar da consciência. Aconteceram, mas foram absorvidos subliminarmente, sem nosso conhecimento consciente.




Um dos aspectos em que isto ocorre é quando o eu é violentado: há uma ruptura do inconsciente, levando a pessoa a viver a realidade a partir de seu próprio imaginário. O eu, sozinho, não é suficiente para atingir certos aspectos da psique humana. Precisamos de estímulos quando não se tem ou não se trabalha a estrutura psíquica, a qual, para Jung, se constrói a partir de “símbolos e imagens simbólicas”, que são a melhor maneira de representar algo que não conhecemos. Segundo Jung, “por existirem inúmeras coisas fora do alcance da compreensão humana e que frequentemente utilizamos termos simbólicos como representação de conceitos que não podemos definir ou compreender integralmente”.

É do inconsciente que (dês)brota a criação. Mergulho em processos. Vivências. O contato e diálogo com o outro.

Para Goethe, “em relação a todos os atos de iniciativa e de criação, existe uma verdade fundamental cujo desconhecimento mata inúmeras ideias e planos esplêndidos: a de que no momento em que nos comprometemos definitivamente, a providência move-se também. Toda uma corrente de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda sorte de incidentes e encontros e assistência material que nenhum homem sonharia que viesse em sua direção.”






Trabalhos apresentados — 1º semestre de 2011

A maioria dos trabalhos práticos apresentados no mês de junho de 2011, no Instituto de Artes da Unicamp, buscou trabalhar com a linguagem do vídeo. Os trabalhos foram projetados no LIS (Laboratório de Imagem e Som), local onde eram ministradas as aulas.

Devido às acomodações limitadas do LIS, em razão do espaço disponível, tivemos as demais apresentações no Instituto de Artes Plásticas, onde foi cedida uma sala para o desdobramento das apresentações. Nesse espaço, foi construída a instalação.

Nesse local, foram apresentados os trabalhos finais da disciplina “Multimeios e Teoria do Cinema — Análise da narrativa cinematográfica de conteúdo e linguagem da obra autoral”. Esta pesquisa tenta compreender o processo de criação desses dois encontros, ocorridos nos dias 9 e 16 de junho de 2011.


Em busca do espaço by teatroevideo@gmail.com


Instale, se instale na instalação

A proposta de realizar uma “instalação artística” tem como princípio o trabalho em conjunto com os discentes da turma, tendo como foco as investigações e criações realizadas por eles ao longo do semestre.

Para que pudéssemos construir essa instalação em diálogo com os conteúdos estudados na disciplina, foi realizada, dias antes das apresentações, uma investigação do espaço, já que o local era desconhecido para nós. Após o primeiro contato com o espaço, foi possível pensar a pesquisa artística e técnica do ambiente, analisando suas dimensões, a arquitetura, os pontos de tomadas de energia, as luzes e os sons.

Esses elementos foram centrais para estruturar visual, plasticamente e sonoramente o espaço. A instalação foi, assim, estruturada de forma aberta a mudanças, permitindo que outras propostas de intervenção fossem incorporadas ao longo do processo.








O espaço

“A casa é uma das maiores (forças) de integração para o pensamento, as lembranças e os sonhos do homem. Nessa integração, o princípio de ligação é o devaneio. O passado, o presente e o futuro dão à casa dinamismos diferentes, dinamismos que não raro interferem, às vezes se opondo, às vezes excitando mutuamente. Na vida do homem, a casa afasta contingências, multiplica seus conselhos de continuidade. Sem ela, o homem seria um disperso. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e das tempestades da vida. É o corpo e é a alma. É o primeiro mundo do ser humano. Antes de ser jogado no mundo, como o professam as metafísicas apressadas, o homem é colocado no berço da casa.”
(Bachelard, Gaston — A Poética do Espaço)

A partir desta citação de Bachelard, pensamos em arquitetar o ambiente como se cada espaço da instalação fosse o cômodo de uma casa. Sendo assim, outras propostas de instalação dialogariam com o ambiente.

Para entender um pouco essa dinâmica, realizamos uma pesquisa em busca de algumas inquietações e provocações a respeito das ideias que permeiam os conceitos de instalação.

Em seus princípios básicos, a instalação pode se caracterizar pelo conjunto de linguagens que ela suporta. Para a pesquisadora Luciana Bosco, a instalação “é uma obra sem limites, ela permite qualquer tipo de suporte em sua produção, já que mais que um suporte é uma poética, uma verdade em si, que promove a criação plena de mundos múltiplos, verdadeiros em sua própria essência, mesmo que imaginários e/ou virtuais em sua concepção”.

Em seu livro Fenomenologia da Percepção, Merleau-Ponty nos aponta os problemas gerados, em alguns casos, pela percepção e afirma que “recordar-se não é trazer ao olhar da consciência um quadro do passado subsistente em si, é enveredar no horizonte do passado e pouco a pouco desenvolver suas perspectivas encaixadas, até que as experiências que ele resume sejam como que vividas novamente em seu lugar temporal. Perceber-se não é recordar-se”.

Levantamento pertinente em nosso caso, já que buscamos trabalhar, durante o semestre, nossas experiências práticas e teóricas, com o foco na potencialização de nossas ações cotidianas vivenciadas dentro e fora da sala de aula.

Por termos diversas situações tendo a câmera como mediação desse diálogo, optamos por trabalhar com a linguagem da videoinstalação. Para Arlindo Machado:

“O vídeo pode ser também um dispositivo: um evento, uma instalação, uma complexa cenografia de telas, objetos e carpintaria, que implicam o espectador em relações ao mesmo tempo perceptivas, físicas e ativas, abrangendo, portanto, muito mais do que aquilo que mostram as telas. Algumas instalações de vídeo já não têm nenhuma imagem prévia (pré-gravada), nenhuma fita magnética com uma ‘obra’ registrada, nenhum videocassete para ‘rodá-la’: há nelas apenas um circuito fechado, em que o espectador, ao deixar-se incorporar ao dispositivo, vê a sua própria imagem desdobrar-se no espaço perceptivo.”






Descrição, relato e ideias do espaço da instalação

Ao entrar no espaço (corredor), o “viajante” encontra uma caverna (mar do inconsciente), cuja entrada é observada através de uma câmera de segurança. Com uma projeção exposta na entrada, o “viajante” é, ao mesmo tempo, observador e observado.

Procuramos simbolizar essa entrada da instalação como se o “viajante” estivesse entrando no fundo do mar, onde encontraria suas próprias imagens. A princípio, através de uma câmera de segurança, na qual o “viajante” é o observador e o observado; em seguida, entrando na sala, inicia-se a passagem para as “profundezas” do mar, que seriam representadas através de vídeos da disciplina ministrada durante o semestre.

O “viajante”, nesse perambular, encontraria suas “próprias imagens”, em que o representamen (as próprias pessoas envolvidas) representaria a si mesmo, através das intervenções, participações e questionamentos em sala de aula ou no próprio espaço. Utilizamos uma câmera de segurança em diversas apresentações e captamos outras situações com uma filmadora. A partir desse material, foi realizada uma montagem dessas imagens, resultando em vídeos que foram projetados no segundo dia de apresentação, através de aparelhos de televisão, computadores e projetores instalados no espaço.

A proposta dos vídeos é realizá-los a partir de ações cotidianas, que sofrem um processo de montagem, utilizando apenas sons e imagens captados durante o semestre, na tentativa de criar, a partir dos fragmentos, novas percepções. Sendo assim, a “primeiridade” desse fenômeno seria um conjunto de pensamentos em camadas, superfície, aparências iniciais, feitos para atingir os órgãos perceptores.

Os ritmos das imagens são determinados pelo conjunto de sinapses que se repete. Nessa codificação, as imagens criam formas de energia para a consciência, tendo o espectador/participante e, em algumas situações, também o criador, trazendo novas sensações prazerosas e doloridas de acordo com os destinos ocorridos. Passamos, aqui, para o estado de “segundidade”, através do ato perceptivo, em que o “viajante” tem a passagem para a orientação em um estado consciente, ressignificando o pensamento através de uma conexão de continuidade.

A ideia era que o viajante, após passar por essas sensações, chegasse às profundezas do mar, as quais, para Jung (1994:56), “é o símbolo do inconsciente coletivo porque sob sua superfície espelhante se ocultam profundidades insondáveis. O mar é um lugar de predileção para gênese de visões”.

Adentrando o mar (do inconsciente), em seu segundo espaço, têm-se instalações de objetos emaranhados e interconectados, assim como vídeos, textos, fotos e desenhos, tudo arquitetado em forma labiríntica. Utilizamos, nessa montagem, materiais e objetos da própria sala, os quais foram colocados em diálogo com as apresentações e projeções de vídeos.

Toda essa dinâmica foi realizada na tentativa de nos aproximarmos do pensamento de Jung sobre o inconsciente coletivo, o qual, para o autor:

“O inconsciente coletivo é constituído pela soma dos instintos e dos seus correlatos, os arquétipos. Assim como cada indivíduo possui instintos, possui também um conjunto de imagens primordiais... Aqui podemos observar a emergência de impulsos arcaicos, associados a imagens inequivocamente mitológicas. Nada em nós foi completamente esquecido: somos o que deveríamos ser. A nossa presença é nossa continuidade, e nosso movimento é nosso futuro. Somos todas as nossas imagens e todas aquelas que ainda não foram imaginadas.” (1984:142)

Em alguns dos espaços presentes, o viajante poderia acumular essa viagem e depositar suas singularidades em dispositivos espalhados pelo espaço, como tinta, caneta e gravador. A mente incorpora o objeto dentro de si, passando pela percepção. Após essa passagem, ela é substituída por outra e, a partir desses objetos, o viajante é transportado para um ambiente “submersivo”, que carrega esse caos em sua viagem.








Partindo para um segundo espaço, tentamos desenvolver um ambiente que propõe uma narrativa através da hibridização de linguagens e mídias. Sendo assim, utilizamos o conceito de signo. A partir do conceito de signo elaborado por Peirce, investigamos, no espaço, a interconectividade entre uma linguagem e outra, através das linguagens do som, da fotografia, da luz, da pintura e do vídeo. Dessa forma, um signo se (re)significa e se relaciona a partir de outro signo, que aqui definimos como sendo a linguagem.

Segundo Peirce (1931:47), “um signo pode ter mais de um objeto... Mas o conjunto dos objetos pode ser considerado como constituinte de um objeto complexo... os signos serão considerados como tendo cada um apenas um objeto... o signo representa o objeto ou conjunto de objetos que representa”.

O signo age de forma virtual em nossas mentes. O que chamamos de pensamento — sua forma, cor, aparência etc. — não são signos no momento em que emitimos ações sobre eles. Para que o signo surta efeito, deve haver uma abertura em nossas percepções e em nosso entendimento diante do fenômeno.

Em qualquer um desses espaços, o “viajante” vagueia sem uma atração principal, já que todas se encontram submersas em uma fragmentação de vozes, sons e imagens, sejam individuais ou coletivas, conscientes ou inconscientes; sejam entre signo, significante e significado; sejam entre arquétipos, consciente ou inconsciente coletivo. Assim, a cada passo, uma nova luz, outro som, outro texto, outro habitar.

(Próxima apresentação dos trabalhos práticos — dia 16 de junho)

 

Multimeios e Teoria do Cinema — Vídeo-Aula 1 / Parte 1 (março de 2011)

Vídeo introdutório da disciplina, captado nos primeiros dias de aula, no qual a disciplina é apresentada por Boccara e Elizabeth. Abaixo, a ementa da disciplina, que utilizamos no vídeo.

A reflexão sobre a imagem teve, na primeira metade deste século, o campo da cinematografia como objeto privilegiado. A partir desta perspectiva, analisando essa reflexão também em sua contemporaneidade, buscaremos tensionar a constituição da imagem multimidiática em função do pensamento que se debruça sobre a narrativa cinematográfica.











Multimeios e Teoria do cinema - VídeoAula um / parte 2 (março2011)










Um estudo sobre a Mandala

A partir da projeção de um vídeo sobre um trabalho com titulo "Arquétipos e inconsciente coletivo -- um estudo sobre as mandalas". Foi possível construir um vídeo com uma estrutura em que os conceitos expostos por Boccara e Elizabeth, sobre as origens e movimentos em torno do símbolo da mandala, se (re)significasse em outro contexto, em dialogo com a aula





Registros da Humanidade. Doc. 16min.

A partir deste tema, o vídeo apresenta uma serie de significação expostos por Boccara e Elizabeth, sobre os registros da humanidade construídos ao longo de sua existência.









Submersão
...é como um navio afundando em que a tripulação joga tudo que pode ao mar para retardar o inevitável mergulho final:a descida ao fundo. E mergulha tão profundamente na natureza humana a partir de sua tragédia pessoal e de sua condição social. Começa com um mergulho profundo no subsolo obscuro sem solidez, apenas um movimento para dentro e mais para dentro, cedendo ao impulso de se apoiar de ter uma base.Um desejo que não se realiza nunca, apenas a continuação de um movimento perpétuo. Um universo então surge, desprovido de sentido, inteiramente indiferente ao ser humano.A face sombria e tenebrosa do nada.Apenas um silêncio eterno em um espaço infinito de efeito aniquilador.Aqui o ego consciente solitário e mortal, pode ser estimulado e ao mesmo tempo esmagado.Um mundo para a ser moldado de maneira a coincidir precisamente com a visão imaginada.Dificilmente cognoscível pela razão.A senha para entrar é a paixão.De lá emergem os fenômenos do inconsciente.É pano de fundo obscuro.Camadas obscuras sobrepostas até formarem um tecido viscoso. É um lugar que não obedece à nossa vontade, é autônomo de caráter frio .Mas aberto ao diálogo silencioso das almas desesperadas.É como uma fera adormecida mas de sono leve, tem a beleza do selvagem,do primordial mas pode revelar subitamente um instinto de sobrevivência e auto perpetuação e atacar ferozmente. (Ernesto Boccara)



O Mar do Inconsciente by teatroevideo@gmail.com



Sem data (anotações de uma aula)
Conectar a subjetividade – percepção – historia indidual perceptiva, ponte _ meio de conexão – Humano – não-humana_ espécie – estado de vigília – língua_linguagem_”morte dos objetos a partir da nomeação”_ gestos / fisionomia/contato – diferenças, concordância de atos de obediência a ordem, a lei, a moral...Nomear para dar existência_ consciência de organização de processos. A linguagem é cúmplice da fragmentação _ tradição _ manipulação – observação- constatação de um ideal.
A necessidade da diferença – a forma_expressa_descontinuidade- forma. contornos_descontornos_ distancia de combinatória subterrânea- complexidade, signos. O pensar, observa o pensamento em movimento. Método. Auto-consciência. Natureza imagética _ Quais elementos constitutivos do pensamento – conhecimento – estados do pensar – classificação da teoria – complexidade – toda compreensão se eleva a outras conexões – relações – teias – interconectividade da elevação do pensamento A busca da ordem – fenômenos. Decorrência dos trabalhos do neurônio _ pensar o pensamento – Anatomia do signo – significado – significante – movimento – corpo de armazenamento de significado. Pensamento interior significante- significado – preciosidade – de onde viemos? Para onde vamos?




Leituras dessa pagina

Bachelard, Gastón. A Poética do Espaço. Tradução Antonio de Pádua Danesi – São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1993
Deleuze, Gilles. Proust e os signos. Tradução Antonio Piquet e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.

Deleuze, Gilles; Félix Guattari. Mil platôs - capitalismo e esquizofrenia, vol. 1 - Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. —Rio de Janeiro: Ed. 34, 1995

Jung, Carl Gustav. O espírito na arte e na ciência. Petrópolis, Ed. Vozes, 1991.
________________O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira, 1975.

________________ Psicologia e Alquimia. Petrópolis, Ed. Vozes, 1994.
________________ A dinâmica do Inconsciente . Petrópolis, Ed. Vozes, 1984


Nietzsche, Friedrich Wilhem. A gaia ciência. Tradução Marco Pugliesi/ Edson B. P. Lima São Paulo: Ed. Hermus, 1976
_______________________. Fragmentos Finais. Tradução Flavio R. Kothe – Brasília: Ed. Univ. de Brasília, 2002

Peirce, Charles Sanders. Semiótica. Tradução Jose Teixeira Coelho Neto; Ed. Perspectiva São Paulo, 1977
___________________. Semiótica e Filosofia. Tradução Octanny da mota e Leônidas Hegenberg. Ed. Cultrux São Paulo, 1974